Após fala de Damares, MPF dá 3 dias para ministério detalhar denúncias sobre estupro e tráfico de crianças na Ilha do Marajó
Em Melgaço, no Pará, a equipe do Repórter Record Investigação flagrou crianças de
Procuradoria Federal dos
Direitos do Cidadão (PFDC) determinou, nessa terça-feira (11), que em três
dias, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) informe
todos os casos de denúncias recebidas pela pasta entre os anos 2016 e 2022 referentes
a tráfico de crianças e estupro de vulneráveis.
O
pedido ocorre depois das declarações da ex-ministra Damares Alves, num culto
religioso, sobre violência sexual contra crianças na Ilha de Marajó, no Pará.
“Essa
manifestação da ex-ministra do MMFDH foi recebida com preocupação e
perplexidade, em especial porque pode se tratar de informações sigilosas às
quais se teve conhecimento em razão do cargo público então ocupado”, disse o
procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, no ofício.
A
Procuradoria solicita à atual ministra Cristiane Britto uma lista com número de
registro, o procedimento no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e as
íntegras dos casos, inclusive com o encaminhamento dado pela pasta.
O
ofício reforça o pedido feito ontem por membros do Ministério Público Federal
no Pará à secretária-executiva da pasta das Mulheres, Tatiana Barbosa de
Alvarenga, sobre as afirmações de Damares.
Além dos supostos casos
descobertos, o MPF pediu que o órgão explique quais providências tomou ao
descobrir as violências e se houve denúncia ao Ministério Público ou à Polícia.
Damares
afirmou, durante um culto em um templo evangélico em Goiânia, no último sábado
(8), que crianças de três e quatro anos foram traficadas na Ilha de Marajó e
tiveram os dentes arrancados para “não morderem na hora do sexo oral”.

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