Justiça decreta prisão preventiva de jovens acusados de matar Pablo Ruan, em Itaituba

Os acusados foram detidos novamente nesta quinta-feira (3). Conforme informado, os jovens estariam escondidos em Miritituba, e foram monitorados pelo serviço de inteligência.

(Foto: Jordan Norato/ Portal Giro)

Após pedido de Prisão Preventiva do Delegado Daniel, que está atuando no caso de assassinato do jovem Pablo Ruan, a justiça emitiu, imediatamente, mandado de prisão para os acusados, identificados como Josenilson Dias Gomes e Marcos Paulo Alves da Silva, e nesta quinta-feira (3) deu-se cumprimento e prisão dos jovens.

Josenilson e Marcos foram detidos, primeiramente, na terça-feira (1), mas logo na quarta-feira (2) foram liberados pelo fato de não estarem mais em flagrante, visto que já havia passado 36 horas do ocorrido.

No entanto, os familiares e amigos de Pablo não descansaram e continuaram buscando a prisão dos acusados, e chegaram a realizar manifestação na tarde desta quarta-feira em frente à 19ª Seccional de Polícia Civil, pendindo justiça pela morte de seu ente querido.

(Foto: Jordan Norato/ Portal Giro)

Conforme informado, a própria população indicou a possível localização para que a polícia recapturasse os acusados e, assim que foi emitido o mandado de prisão, os policiais cumpriram a decisão do juiz. 
 

"A gente acompanhou (...) a soltura deles, porque não estavam em flagrante delito. Eles se esconderam em Miritituba, mas o pessoal da inteligência, mais precisamente do CPR-10  (...) ficou avistando eles (...).
Nós aguardamos a decretação da prisão pelo magistrado, (...). O delegado pediu a preventiva, de imediato o juiz concedeu e nós fizemos a captura em Miritituba, com a guarnição do sargento francival, e trouxemos pra apresentação na depol (...).
Nós ficamos juntamente com o reservado, (...) 24h monitorando para os mesmos não fugirem, porque a possibilidade de fuga era muito grande", informou o Major Campos, da Polícia Militar.


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Fonte: Portal Giro
Jovens que confessaram o assassinato de Pablo Ruan são soltos, em Itaituba
Videos que circulam nas redes sociais mostram os dois correndo após saírem pela porta da frente da delegacia.


Josenilson Dias e Marcos Paulo Alves, os acusados. (Foto: Reprodução)

Foram soltos na manhã desta quarta-feira (02), os dois homens identificados como Josenilson Dias Gomes, de 25 anos, e Marcos Paulo Alves da Silva, de 18 anos, que confessaram ter participação direta no assassinado do jovem Pablo Ruan Lima, de 26 anos, que teve seu corpo encontrado na segunda-feira (28), em uma residência do bairro Piracanã, em Itaituba (PA). 

Os dois acusados haviam sido capturados na tarde de terça-feira (01) pelo setor reservado da Polícia Militar (PM), após investigações. Na ocasião, os acusados confessaram o crime e afirmaram que o homicídio havia acontecido por causa de uma quantia de R$ 500,00 que a vítima devia a Marcos. 

Pablo Ruan Lima, de 26 anos, a vítima. (Foto: Reprodução)

Segundo informações repassadas para a redação do Portal Giro, a soltura da dupla foi liberada pelo Delegado Daniel, que é de Aveiro, mas cumpre plantões em Itaituba. A autoridade policial soltou os acusados sob a alegação de que os mesmos não foram pegos em flagrante. 

Agora a polícia aguarda que o juiz decrete um pedido de prisão preventiva para os jovens, para que as providências cabíveis sejam tomadas. 
 

Fonte: Portal Giro 

Familiares e amigos de Pablo Ruan pedem justiça pela morte do jovem, em Itaituba
"Eu quero justiça, isso não pode ficar assim! Eles não podiam ter soltado eles, eles confessaram. Não há testemunha, porque a única testemunha que tinha era o meu irmão e ele tá morto", disse a irmã.


(Foto: Jordan Norato/ Portal Giro)

Os familiares do jovem Pablo Ruan Lima, de 26 anos, foi assasinado na ultima segunda-feira (28), e, nesta terça-feira (1) os resposáveis pelo crime foram presos após serem capturados pela Polícia. No entanto, foram liberados na manhã desta quarta-feira (2), por não estarem mais em flagrante, apesar de confessarem a autoria do crime.

Os familiares e amigos de Pablo Ruan têm demonstrado insatisfação quanto a situação da liberação dos criminosos, e pedem justiça para o crime realizado.
 

"A gente quer justiça, a classe LGBT não tem representante em Itaituba, então o que a gente pede é isso, que alguém venha apoiar. O Pablo ele tem um histórico de vida de honestidade, por onde ele passou ele plantou amor, ele semeou amizades boas. Então, não justifica ele ser morto por 500 reias", disse Vanuza de Melo, amiga da família da vítima. 


(Foto: Reprodução)

A mulher destacou ainda o fato de Pablo ter sido encontrado com o rosto "todo deformado, ninguém conhecia como ele estava".
 

"Isso dói na alma, porque a gente vive a mercê, não é críticando as autoridades, mas se fosse uma pessoa da grande sociedade, cê acha que eles iam sair em menos de 24 horas, não ia. (...). Queremos justiça, (...) apoio das autoridades de Itaituba, (...) apoio de algum representante que esteja na câmara (...), porque quando é política abraçam o público LGBT, prometem mundos e fundos, mas ninguém cumpre", continuou.


Joice Lima, afirmou que em conversa com o delegado, que está cuidando do caso, o mesmo disse que não foram apresentadas provas, assim como não há testemunha. Além disso, a jovem enfatizou que Pablo não era de ficar "com esse tipo de dívida, ele tinha família, ele era um menino muito trabalhador, as coisas dele eram certas. Tudo que ele precisava ele resolvia com a família, não precisava ficar pedindo pra terceiros", completou.

Josenilson Dias e Marcos Paulo Alves, os acusados. (Foto: Reprodução)

Joice ressaltou também a dor da família neste momento, e o fato dos familiares ainda nem terem vivido o luto, na tentativa de resolver a situação; somada à sensação de estarem "de mãos atadas e revoltados", pois, segundo ela, é uma situação que não deveria ficar impune.
 

"Meu irmão se foi e eu quero justiça por ele, eu não quero que esses vagabundos fiquem soltos, não quero, porque eles destruíram uma família, eles acabaram com minha família. Meu irmão nunca foi envolvido com esse tipo de coisa, quem conhece ele sabe. Eles fizeram isso daí pra roubar e tiraram a vida dele? Porque esses caras não têm índole, não têm moral, não têm caráter.
Eu quero justiça, isso não pode ficar assim! Eles não podiam ter soltado eles, eles confessaram. Não há testemunha, porque a única testemunha que tinha era o meu irmão e ele tá morto", finalizou.


Manifestação

Como ato de manifestação contra a decisão de liberar os acusados, os familiares e amigos se reuniram em frente à 19ª Seccional de Polícia Civil, Delegacia de Itaituba, pedindo justiça para o caso. Em alguns cartazes os participantes do protesto solicitam a prisão dos acusados e afirmam que Pablo não merecia "um final assim", e questionam o fato de terem soltado os homens.

(Foto: Jordan Norato/ Portal Giro)

Fonte: Portal Giro

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