Após casos no Amazonas, Sespa monitora doença da 'urina preta' no Pará

Estado ainda não apresenta ocorrências, mas secretaria acompanha região de divisa e orienta população.

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A distância de 1.489 km separa o Pará e o Amazonas. No Estado vizinho, mais de 50 casos chamam a atenção dos órgãos de controle sanitário, após moradores apresentarem "urina preta", como é conhecida a doença de Haff. Uma morte em decorrência da doença também foi resgistada. Devido a síndrome de rabdomiólise, que ocorre a destruição das fibras do corpo (tecido muscular esquelético). Os sintomas são acompanhados de: fraqueza muscular, mialgias e urina marrom-avermelhada.

De acordo com dados disponibilizados pela Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), do Ministério da Saúde (MS) "a doença é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes como: o tambaqui, o badejo e a arabaiana ou crustáceos (lagosta, lagostim, camarão). Os sintomas costumam aparecer entre 2 e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos". E, ainda segundo a BVS "Não consumir pescados ou crustáceos cuja origem, transporte ou armazenamento sejam desconhecidos. O ideal é comprar esses produtos em locais com garantia de segurança", informa o site.

O estado do Amazonas começou a restringir a população de ingerir peixes. No Pará nenhum caso foi notificado até o momento, ou seja, não há registro da doença no Estado. A Sespa "ressalta que está fazendo o monitoramento da situação em todo o estado, principalmente na região de fronteira e a elaboração de notas informativas sobre a doença para as unidades de saúde", diz em nota.

Fonte: O Liberal
ENTENDA O CASO:

Com 51 casos confirmados e um óbito, Amazonas vive surto da doença da "urina preta"
A doença é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes ou crustáceos.

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Mais de 7 casos de rabdomiólise foram confirmados no Amazonas, nesta quarta-feira (1º), segundo a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). Com isso, o total de casos chegou a 51.

Os casos começaram a ser registrados no dia 21 de agosto. Essa é a terceira vez que o Amazonas enfrenta um surto da doença e, desta vez, uma morte já foi confirmada.

Dos 51 casos da síndrome, 36 em Itacoatiara, quatro em Silves, quatro de Borba, dois em Manaus, dois em Parintins, um em Caapiranga, um em Autazes e um em Maués.

A síndrome está associada à Doença de Haff, conhecida como "doença da urina preta". Isso porque os pacientes relatam terem comida peixes, logo antes de começarem os sintomas.

Até então, as autoridades de saúde não recomendam que a população suspenda o consumo de pescado, porque outras possíveis causas do surto estão sob investigação.

 
O que é a doença da urina preta

O nome foi dado em razão da descoberta da doença em um lago chamado Frisches Haff, na região de Koningsberg, em 1924. O território, à beira do Mar Báltico, pertencia à Alemanha, mas foi incorporado à Rússia posteriormente. As informações são do Ministério da Saúde.

A doença é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes como o tambaqui, o badejo e a arabaiana ou crustáceos (lagosta, lagostim, camarão). A contaminação acontece quando o peixe não foi guardado e acondicionado de maneira adequada. Com isso, ele cria uma toxina sem cheiro e sem sabor.

Mesmo com a carne sendo cozida, a toxina provoca a destruição das fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro dessas fibras na corrente sanguínea. Isso provoca danos no sistema muscular e em órgãos como os rins.

 
Sintomas da doença da urina preta

Os sintomas costumam aparecer entre duas e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos, de acordo com informações da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.

Ocorre extrema rigidez muscular de forma repentina, além de dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência, perda de força em todo o corpo. Um dos principais sintomas, que dão o apelido da doença, é a urina cor de café. Isso acontece porque o rim tenta limpar as impurezas, causadas pelas lesões musculares. Febre não é muito comum.

O tratamento consiste muito na hidratação, logo com o aparecimento dos sintomas. A intenção é diminuir a concentração da toxina no sangue, para favorecer a eliminação através da urina. Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação é que, ao sentir dores musculares e apresentar urina escura após o consumo de peixes ou crustáceos, uma unidade de saúde deve ser procurada.

A principal prevenção para a síndrome é não consumir pescados ou crustáceos de origem, transporte ou armazenamento desconhecidos.

 
Força-tarefa para investigar casos

A Fundação de Vigilância em Saúde montou uma força-tarefa com especialistas que atuam em diferentes órgãos do Estado com o objetivo de investigar mais a fundo possíveis causas e formas de combate ao surto de rabdomiólise. O grupo segue para o município nesta quinta-feira (2).

A ação foi definida na manhã desta quarta-feira (1º/09), em uma reunião na sede da Fundação que contou com a presença de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Fonte: G1 Amazonas

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