operação desta terça-feira
(1) cumpre 68 mandados de busca e apreensão em 9 Estados
A Polícia Federal lançou
nesta terça-feira (1) nova fase da operação Carne Fraca, que investiga
irregularidades em frigoríficos, para apurar suspeita de corrupção praticada
por auditores fiscais agropecuários federais em benefício de um grupo
empresarial do ramo alimentício, com pagamentos irregulares de 19 milhões de
reais para ao menos 60 fiscais, informou a PF.
Segundo comunicado da
Polícia Federal, o grupo empresarial passou a atuar em colaboração espontânea
com as autoridades públicas na investigação e indicou que dezenas de auditores
fiscais atuavam de forma irregular em diversos Estados. A PF não identificou a
empresa envolvida de imediato.
"Há indicativos de
que foram destinados 19 milhões de reais para os pagamentos indevidos. Os
valores eram pagos em espécie, por meio do custeio de planos de saúde e até
mesmo por contratos fictícios firmados com pessoas jurídicas que representavam
o interesse dos fiscais", afirmou a PF.
O pagamento de vantagens
indevidas teria ocorrido até 2017, quando o grupo empresarial passou por uma
reestruturação interna, acrescentou a PF.
Deflagrada em março de
2017, a operação Carne Franca inicialmente jogou o setor de proteína animal do
Brasil em uma grave crise de credibilidade com denúncias de irregularidades na
fiscalização de frigoríficos, levando muitos países a suspenderem
temporariamente as compras dos produtos nacionais.
A operação desta
terça-feira tem como objetivo cumprir 68 mandados de busca e apreensão em 9
Estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rio
Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro, informou a PF.

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