Vários focos de incêndio
atingem o sítio arqueológico “Serra da Lua”, no Parque Estadual de Monte Alegre
(Pema), no oeste do Pará, onde são encontradas pinturas rupestres que comprovam
que a região foi habitada há pelo menos 11 mil anos. As chamas foram
registradas no início da noite de sábado (5) e continuam neste domingo (6).
Brigadistas e voluntários
se uniram para conter as chamas.
De acordo com o Instituto
de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará
(Ideflor-bio), que gerencia o parque e o centro de musealização que existe no
local, um vigilante percebeu a cortina de fumaça por volta das 18h30 e acionou
a gerência.
Pinturas rupestres que
comprovam que a região foi habitada há pelo menos 11 mil anos, em Monte Alegre
— Foto: Ideflor-Bio/Divulgação
Desde então, equipes com
cerca de 30 brigadistas voluntários formadas por servidores, terceirizados e
moradores das comunidades próximas trabalham para conter as chamas.
“A gente fez a mobilização
dos voluntários ontem mesmo e desde então o combate às chamas está ocorrendo.
Os voluntários não conseguiram controlar totalmente o fogo devido o acesso ser
difícil à área e a falta de equipamentos necessários”, disse a gerente interina
do Ideflor-Bio, Andreia Dantas.
Na manhã deste domingo uma
equipe especializada de combate a incêndio florestal do 4º Grupamento de
Bombeiros Militar (4ºGBM) de Santarém seguiu para Monte Alegre para ajudar no
combate às chamas e fazer o levantamento da situação.
Incêndio em 2017

“O parque já tem um
histórico com incêndios florestais, essa não é a primeira vez. Por mais que
façamos ações preventivas e de orientação, é complicado”, ressaltou
Andreia.
Incêndio no Parque Estadual de Monte Alegre em outubro
de 2017 — Foto: Ideflor-Bio/Divulgação
Na sexta-feira (4) outro
incêndio foi registrado na APA Paytuna, mas foi controlado pelos voluntários
horas depois.
O Pema e as pinturas rupestres
O Parque Estadual de Monte
Alegre está inserido na Área de Proteção Permanente (APA) Paytuna. Ao todo, o
Pema tem 15 sítios arqueológicos existentes, que guardam artes rupestres –
pinturas e gravuras registradas em rochas. Esses registros comprovam que a
região foi habitada há pelo menos 11 mil anos.
O sítio “Serra da Lua” tem
uma extensão de cerca de 200 metros de pinturas na Serra do Ererê. Os desenhos
de mãos e círculos com raios ou caudas têm tons amarelos e vermelhos. Já a
Pedra do Mirante, que é considerado um dos maiores atrativos do sítio, tem uma
vista panorâmica da região.
Tendo como base a
avaliação técnica de especialistas, dentre vários sítios, o Parque foi
contemplado, considerando suas condições de acesso, importância do patrimônio a
ser exposto, condições de conservação, situação e vulnerabilidade, análise da
paisagem e seu entorno, exame do potencial e da região em que está situado,
existência de infraestrutura local, interesse da população do entorno do sítio,
além da possibilidade de fomento à economia sustentável.
Fonte: G1 Santarém e Região






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