Aeroporto Internacional de
Belém, que não entrou neste bloco, está na mira do governo para 2020
O governo federal tem a
meta mínima de arrecadar R$ 2,1 bilhões (valor de outorga) com a concessão de
12 aeroportos, em três blocos regionais, no leilão de hoje (15), a partir das
10h, na B3, antiga Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo. A estimativa
é que até 12 empresas participem do leilão. Os prováveis participantes,
mapeados pelo governo, têm capital nacional e estrangeiro, e poderão apresentar
suas propostas consorciados.
A informação é do secretário
de Aviação Civil, Roney Glanzmann, em entrevista à NBR (EBC). “Estamos
esperando um leilão bastante competitivo, muitos operadores estrangeiros e
brasileiros, todos de primeira linha que já operam grandes aeroportos pelo
mundo devem participar”, disse o secretário.
Em seguida,
Glanzmann afirmou que: “Já tem mais de um ano que estamos falando
semanalmente com esses operadores estrangeiros e todos estão animados com essa
modelagem de concessão do governo federal. Acreditamos que vamos atrair grandes
operadores mundiais de aeroportos”.
Conforme o secretário, a
projeção oficial é de que os futuros concessionários invistam R$ 3,5 bilhões em
melhorias e na capacidade de atendimento dos aeroportos durante 30 anos.
Blocos
No bloco Nordeste, serão
leiloados os aeroportos de vocação turística Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju
(SE), Juazeiro do Norte (CE), João Pessoa e Campina Grande (ambos na Paraíba).
No bloco Sudeste, serão
concedidos aeroportos que atendem especialmente a indústria de petróleo e gás:
Vitória (ES) e Macaé (RJ).
No bloco Centro-Oeste,
estarão em negociação os aeroportos que atendem o agronegócio no Mato Grosso:
Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta.
Juntos os aeroportos que
formam os três blocos respondem por 9,5% do mercado doméstico (20 milhões
de passageiros por ano).
De acordo com Roney
Glasmann, é a primeira vez que o governo federal faz concessão de aeroportos em
blocos. “Nos unimos aeroportos mais atrativos, de maior volume de passageiro e
carga, com aeroportos menores da aviação regional”, disse.
Custos
Segundo informação da
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), “os lances iniciais mínimos serão de
R$ 171 milhões para o bloco Nordeste; R$ 46,9 milhões para o bloco Sudeste; e
R$ 800 mil para o bloco Centro-Oeste”.
Essa é
a quinta rodada de concessões de aeroportos, iniciadas em 2011 (com o
leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante - RN). “Não há envolvimento de
recurso público nessa rodada. Todos recursos a serem investidos serão captados
pela iniciativa privada, trazendo expertise, know how e boas práticas
internacionais de gestão para os nossos aeroportos”, disse o secretário.
“Na experiência que nós
temos com a concessão de aeroportos, melhora bastante a qualidade de serviço
para a população. Melhora porque recebe investimento, são atraídos novos
parceiros comerciais, grandes marcas de alimentação e varejo. O nível de
conforto e a experiência de viagens dos passageiros têm melhorias
significativas”, disse.
Glanzmann salientou
que a concessão “não prevê em hipótese alguma qualquer aumento de tarifa ou
onera de qualquer jeito o passageiro”. Como disse na entrevista, “o passageiro
vai continuar pagando a mesma taxa de embarque de que ele já
paga hoje nos aeroportos operados pela Infraero”
O governo deve anunciar também
nesta sexta-feira, concessões de mais 22 aeroportos
na sexta rodada de leilões - a ser realizada em agosto de 2020.
Conforme cronograma oficial, a sétima e última rodada de concessões, com 21
aeroportos, ocorrerá até o primeiro trimestre de 2022.

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