Suspeito de chefiar
organização criminosa foi preso no Pará
Vinte e seis pessoas foram
presas nesta quinta-feira (21) pela Polícia Federal (PF) durante a operação
Flak, que desarticulou financeiramente uma organização criminosa especializada
no transporte aéreo de grandes quantidades de drogas, trazidas da Venezuela,
Colômbia e Bolívia, para o Brasil, Estados Unidos e Europa. Foram cumpridos 54
mandados de prisão e 81 mandados de busca e apreensão nos estados de Tocantins,
Goiás, Paraná, Pará, Roraima, São Paulo, Ceará e no Distrito Federal. Todos
expedidos pela 4ª Vara Federal de Palmas.
João Soares Rocha foi preso no
município de Tucumá, no sudeste do Pará, acusado de chefiar a quadrilha. A
defesa do acusado disse que não vai se pronunciar até que João desembarque em
Tocantins.
De acordo com a PF, a
organização criminosa teria elações com grandes narcotraficantes como Fernandinho
Beira-mar e Leonardo Dias Mendonça.
Foram pedidos ainda pela PF e
deferidos pela Justiça Federal o bloqueio de contas bancárias de
aproximadamente 100 pessoas e empresas envolvidas na organização criminosa, a
apreensão de 47 aeronaves, o sequestro de 13 fazendas com mais de 10 mil
cabeças de gado bovino e a inclusão de seis pessoas no Sistema de Difusão
Vermelha da Interpol.
A
investigação teve início há dois anos, no período compreendido entre os anos de
2017 e 2018. Segundo a PF, foram realizados pelo menos 23 voos transportando em
média 400 quilos de cocaína cada, totalizando mais de nove toneladas. Os
investigados devem responder, na medida de suas participações, por tráfico
transnacional de drogas, associação para o tráfico, financiamento ao tráfico,
organização criminosa, lavagem de dinheiro e atentado contra a segurança do
transporte aéreo.

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