Segundo o vereador Peninha, o porto público
está sendo explorado por uma empresa privada.
Estrutura construída em toda
a área da CDP atende somente os anseios da Bertolini
O que era para ser um
porto público, passou a ser um porto privado, explorado por uma empresa que usa
todo o porto da Companha Docas do Pará –CDP para exportar os grãos oriundos do
Mato Grosso. A denúncia foi feita pelo vereador Peninha, na sessão de
quarta-feira (20), na Câmara Municipal de Itaituba. O edil disse que há anos
foi construído no município de Itaituba, precisamente na margem direita do Rio
Tapajós, em Miritituba, o Porto da CDP-Companhia Docas do Pará. Este porto,
destacou Peninha, vinha sendo usado, principalmente para exportação de arroz e
depois de madeira, que foram os fortes produtos movimentados ali.
“O
porto foi construído para embarque e desembarque. Ou seja, a embarcação atraca,
descarrega ou carrega a mercadoria e segue viagem. Muitas empresas se
instalaram em Miritituba por causa deste porto, que facilitaria a saída de seus
produtos. Hoje o que estamos vendo é uma estrutura construída em toda a área da
CDP para apenas atender os anseios da Bertolini, com embarque de grãos (soja e
milho). Esta empresa, usando toda a área do porto, instalou um engenhoso porto
para exportação de grãos”, informou.
PORTO PROVISÓRIO:
O Vereador foi mais além e
disse: “O que vemos são centenas de carretas descarregando diuturnamente grãos
ou milho (dependendo da safra) ali, em detrimento de outros produtos, como
principalmente madeira, que devido à exclusividade do Porto da CDP pela
Bertolini, fez com que um porto provisório fosse instalado em outra área que
não é da CDP, ficando mais acima do porto da CDP, para exportação da madeira”,
denunciou o Vereador.
“Será
que isto está certo?”, indagou Peninha. “Se este porto é público, deveria ser
usado por todo mundo e não apenas, com exclusividade pela empresa Bertolini”,
alertou.
O
parlamentar apresentou requerimento, que foi aprovado, pedindo que a Casa de
leis encaminhe ofício ao Ministério dos Transportes-Secretaria dos Portos, e à
Companhia Docas do Pará-CDP, para prestarem informações sobre esta situação. Ao
mesmo tempo pediu para que seja enviado ofício com cópia deste requerimento ao
Ministério Público Federal, solicitando providências, por se tratar de obra
federal e envolvimento de recursos públicos.
Por: Jefferson Miranda
Fonte: RG 15/O Impacto

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