Os deputados Joaquim Passarinho e Edmilson Rodrigues comentaram a
decisão do parlamentar
Após o deputado federal Jean Wyllys, do PSOL
do Rio de Janeiro, anunciar a desistência do novo mandato, na quinta-feira
(24), e deixar o Brasil por medo de ameaças, deputados paraenses comentaram a
mudança do cenário político nacional. Alguns políticos procurados declararam
falta de informação sobre o ocorrido e por isso preferiram não emitir opinião.
Joaquim Passarinho, deputado
federal pelo PSD, acredita que a decisão de Jean Wyllys deve ser encarada como
"uma questão íntima". "Desconheço que ele tenha sofrido ameaça
de morte. Na Câmara, sempre via ele andando sozinho. Sabemos das discussões que
ele tinha com o Bolsonaro, mas nunca soube que tenha chegado a receber uma
ameaça de morte", afirma.
Passarinho estava em Santarém
quando concedeu entrevista à Redação Integrada e relatou ter escutado de alguns
correligionários do município, em tom irônico, que Wyllys poderia estar agindo
como o ex-deputado federal Tiririca, que após anunciar o fim da carreira
política voltou atrás e lançou nova candidatura ano passado, sendo reeleito
pela segunda vez.
Já o deputado federal Edmilson
Rodrigues, também do PSOL, manifestou tristeza pelo anúncio e elogiou o trabalho
feito por seu colega de partido. "O povo brasileiro está perdendo um dos
seus parlamentares mais brilhantes, que possui um mandato de grande projeção
internacional. Não é à toa que a Organização das Nações Unidas [ONU] pressionou
o governo brasileiro em relação à segurança
Após o deputado federal
Jean Wyllys, do PSOL do Rio de Janeiro, anunciar a desistência do novo mandato,
na quinta-feira (24), e deixar o Brasil por medo de ameaças, deputados
paraenses comentaram a mudança do cenário político nacional. Alguns políticos
procurados declararam falta de informação sobre o ocorrido e por isso
preferiram não emitir opinião.
Joaquim Passarinho, deputado
federal pelo PSD, acredita que a decisão de Jean Wyllys deve ser encarada como
"uma questão íntima". "Desconheço que ele tenha sofrido ameaça
de morte. Na Câmara, sempre via ele andando sozinho. Sabemos das discussões que
ele tinha com o Bolsonaro, mas nunca soube que tenha chegado a receber uma
ameaça de morte", afirma.
Passarinho estava em Santarém
quando concedeu entrevista à Redação Integrada e relatou ter escutado de alguns
correligionários do município, em tom irônico, que Wyllys poderia estar agindo
como o ex-deputado federal Tiririca, que após anunciar o fim da carreira
política voltou atrás e lançou nova candidatura ano passado, sendo reeleito
pela segunda vez.
Já o deputado federal Edmilson
Rodrigues, também do PSOL, manifestou tristeza pelo anúncio e elogiou o
trabalho feito por seu colega de partido. "O povo brasileiro está perdendo
um dos seus parlamentares mais brilhantes, que possui um mandato de grande
projeção internacional. Não é à toa que a Organização das Nações Unidas [ONU]
pressionou o governo brasileiro em relação à segurança dele e foi concedido uma
cobertura pelo Rodrigo Maia [presidente da Câmara Federal, do DEM]",
reforça.
dele e foi concedido uma
cobertura pelo Rodrigo Maia [presidente da Câmara Federal, do DEM]",
reforça.
Segundo Edmilson, a desistência foi fruto de desgaste emocional e da pressão.
"Você imaginou o que é ter toda a sua família em Salvador, a mãe, irmão,
perseguidos por carros, recebendo telefonemas ameaçadores? Isso começa a
adoecer qualquer um. Fora que ele foi tão caluniado nas últimas eleições e
tratado como o candidato à presidência que iria disputar com o Bolsonaro",
completa o deputado.
Segundo a Folha de São Paulo,
Jean Wyllys decidiu abandonar a vida pública e partir para o autoexílio devido
a intensificação de ameaças de morte, que ficaram mais freqüentes após o
assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes,
ocorrido em 14 de abril do ano passado. Ainda segundo o jornal, o deputado
sofria ameaças mesmo antes do crime.

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