Flexa Ribeiro diz que não recebeu da Odebrecht


Senador paraense cita sua prestação de contas aprovada

“Não tive conhecimento dos e-mails e de nenhum pedido de recursos até a sua divulgação ontem (06/06) pela imprensa. Sou ficha limpa e não temo qualquer tipo de investigação. Bem diferente de outros políticos conhecidos que têm o nome em listas de recebimentos ilegais e estão denunciados na Lava Jato”, afirma o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que se viu envolvido em uma troca de e-mails entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o empresário Marcelo Odebrecht. Flexa ressalta seu compromisso em defesa dos paraenses, “honrando cada voto, o que muito me orgulha por ter sido o senador mais votado da história do Pará”.
Disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha do senador Flexa Ribeiro para o Senado em 2010 recebeu R$ 3.502.938,05 em doações, informa a assessoria de imprensa do parlamentar. Nas contas aprovadas e divulgadas pelo TSE, afirma a assessoria, não consta nenhuma doação do Grupo Odebrecht: “Nas trocas de e-mails, em nenhum momento, há citação ou comprovação do recebimento de qualquer valor financeiro para a campanha do senador Flexa Ribeiro”.
Em março de 2016, a 26ª fase da Operação Lava Jato descobriu uma “contabilidade paralela” com os políticos beneficiados pela Odebrecht. Em nenhum momento, afirma a assessoria de imprensa do parlamentar, o nome do senador Flexa foi envolvido como possível beneficiário de financiamento por parte da empresa, o que confirma a alegação do senador em “não ter recebido doação da empresa”.
Considerado e reconhecido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), pelo Ranking Políticos, Atlas Político, Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) entre os melhores senadores do Brasil, destaca a assessoria, o senador Flexa Ribeiro tem se destacado como um dos parlamentares que mais tem combatido a corrupção.
É dele o projeto (PLS 11/2014) que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública. Determina o uso de tabelas de referência na fixação dos custos unitários máximos nos orçamentos de obras e serviços de engenharia contratados pela Administração Pública. Na justificativa, o projeto do senador ressalta que “orçamentos prévios mal elaborados são o primeiro passo na celebração de contratos desvantajosos. Quando não são fixados parâmetros para a elaboração do orçamento prévio e para a determinação dos custos unitários, os riscos da ocorrência de sobrepreço aumentam consideravelmente”. O projeto está em tramitação no Senado e, atualmente, aguarda a designação de relatoria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
O senador Flexa também apresentou Proposta de Emenda à Constituição (PEC 28/2017) para tornar imprescritíveis e sem direito à fiança os crimes de corrupção, peculato, quando é observado o desvio ou utilização inadequada de bem ou valor público, e de concussão, que é um crime contra a Administração Pública e que consiste em exigir, para si ou para outros, vantagem indevida.
Flexa Ribeiro, reforça a assessoria de imprensa do senador, teve atuação contra o projeto que tornaria ilegal os tradicionais pontos de venda de açaí. Em 2010, tramitou no Senado a proposta que exigia que o açaí fosse pasteurizado antes da comercialização, independentemente da quantidade. Também definia multas de até R$ 5 mil e fechamento do estabelecimento para quem não cumprisse as regras. Flexa conseguiu convencer o Senado de que o projeto causaria “sérios danos à cadeia produtiva do açaí e ao Estado do Pará”, e a matéria foi arquivada.
PESCA
O senador foi o relator da Lei da Pesca e conseguiu agregar direitos ao setor, como o fato de ter garantido aos pescadores os mesmos benefícios dos trabalhadores da agricultura familiar. “A Lei da Pesca estava engavetada há mais de 13 anos no Congresso. Trabalhamos e tivemos êxito para dar garantias justas e necessárias aos trabalhadores deste importante setor da economia brasileira, em especial do meu Estado do Pará”, afirma Flexa Ribeiro.
Flexa Ribeiro reforça a participação dele na frente pela compensação das perdas dos Estados decorrente da desoneração das exportações pela Lei Kandir. No último mês de maio, uma Comissão Mista do Congresso aprovou projeto que determina compensação mais justa aos Estados exportadores. Somente o Pará, de 1996 a 2016, perdeu R$ 32,5 bilhões, recurso que poderia ser utilizado em mais ações de saúde, educação e segurança. O projeto aprovado na Comissão deverá ainda ser aprovado nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

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