Juíza Carolina Lebbos autorizou a vistoria de
parlamentares integrantes da Comissão de Direitos Humanos do Senado
Senadores membros da CDH
(Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado Federal) vão
visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Superintendência da
Polícia Federal, em Curitiba, onde o petista está preso desde o dia 7 de abril.
A visita está marcada para as 14h de terça-feira (17).
A autorização para a
vistoria foi concedida pela juíza federal Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara
Federal de Curitiba. Na semana passada, a Comissão de Direitos Humanos do
Senado encaminhou um ofício ao Juízo pedindo a autorização para a
realização da visita. O objetivo é verificar as
condições de encarceramento do ex-presidente e outros presos.
Entre os senadores que
confirmaram a visita estão Ângela Portela (PDT-RR), Fátima Bezerra (PT-RN),
Gleisi Hoffmann, Humberto Costa (PT-PE), João Capiberibe (PSB-AP), José
Pimentel (PT-CE), Lídice da Mata (PSB-BA), Lindbergh Farias, Paulo Paim
(PT-RS), Paulo Rocha (PT-PA), Regina Sousa, Telmário Mota (PTB-RR) e Vanessa
Grazziotin (PCdoB-AM). Os parlamentares serão recepcionados por Roberto Requião
(MBD-PR).
Cela especial
Por determinação do juiz
Sérgio Moro, Lula está em uma cela isolada dos outros presos.
A sala onde o petista está preso tem banheiro, uma cama e uma mesa com
cadeiras.
Prisão em segunda instância
Lula
foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz Moro (primeira
instância) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A condenação foi
confirmada pelos desembargadores João Pedro Gebran Neto, Victor Laus e Leandro
Paulsen, da 8ª Turma do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), corte de
apelação da Lava Jato (segunda instância). A pena foi ampliada para 12 anos e 1 mês de
prisão em regime fechado.
Segundo o entendimento dos
juízes, Lula foi favorecido pela empreiteira OAS com a reserva e reforma de um
apartamento tríplex na orla do Guarujá, litoral de São Paulo. Em troca, o
ex-presidente teria ajudado a empresa a obter contratos junto a Petrobras.

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