Fabricantes de água mineral e adicionada de sais passam por inspeção


Órgãos de fiscalização constataram que empresas estão fora dos padrões de qualidade

Para detectar possíveis irregularidades na comercialização de água mineral e água adicionada de sais, o Ministério Público do Estado do Pará, por meio da Promotoria de Justiça (PJ) de Benevides, realizou nesta segunda-feira (09), vistorias em diversos pontos de venda dos dois produtos. 
Com a finalidade de investigar irregularidades que possam afetar a saúde do consumidor e até mesmo do meio ambiente, a ação faz parte de um conjunto integrado entre a PJ de Benevides e outros órgãos. Ainda participam da fiscalização representantes do Ministério Público, Polícia Civil, Procon e Instituto Evandro Chagas. 
De acordo com informações repassadas pelo Ministério Público, a primeira empresa a receber a vistoria foi a Água Azul, localizada em Murinim, em Santa Maria de Benfica. No local, um material para análise foi coletado por equipes do Instituto Evandro Chagas e pela Vigilância Sanitária, para averiguar possíveis irregulares na bebida consumida, informou Milton Santos, da Vigilância Sanitária. 
A Manancial, localizada na estrada de Neópolis, em Benevides, foi a segunda a ser vistoriada pelo grupo. Dentre as irregularidades, a empresa estava sem licença de funcionamento, não possuía condições higiênico-sanitárias, utilizava garrafões - em desconformidade com a legislação - de outra empresa para evazamento da água e não contava com boas práticas de fabricação.
No local, 428 garrafões irregulares foram apreendidos. Ainda de acordo com informações do Ministério Público, as análises realizadas pelo Instituto Evandro Chagas detectaram baixa condutividade e PH 4,5. Um auto de infração foi instaurado com pela Secretaria de Saúde Pública (Sespa). O local também recebeu um termo de apreensão e remoção, interdição cautelar, além de um auto de infração instaurado pelo Procon.
A última empresa a ser visitada foi a empresa Top Line, localizada na BR-316 e que já havia sido interditado anteriormente. No entanto, a vistoria serviu para identificar se as atividades de evazamento de água ainda estavam suspensas. No local foi constatado que a empresa continua fora de atividade.

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