O
deslocamento foi motivado pelo resultado da ação que vitimou 22 pessoas, no
último dia 10.
Foi realizada na manhã de
hoje (16), uma visita de inspeção no Centro de Recuperação Penitenciário do
Pará III (CRPP III), no Complexo Penitenciário de Americano, município de Santa
Izabel do Pará pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal.
O deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL) foi designado pela Comissão para a
inspeção "in loco" das condições da casa penal e as circunstâncias
que motivaram a morte de 22 pessoas, incluindo um agente penitenciário, durante
a tentativa de fuga ou resgate de internos ocorrida na última terça-feira (10).
A visita começou às 9h, com a comissão
sendo recebida pelo diretor-geral penitenciário da Susipe, coronel Mauro Matos
e pelo diretor interino do CRPP III, Anderson Pena. O deputado federal visitou
as dependências do presídio e o local onde houve a tragédia que vitimou dezenas
de pessoas, entre detentos e um agente prisional. A visita contou ainda
com a presença da ouvidora da Secretaria de Estado e Segurança Pública e Defesa
Social (Susipe), Anna Lins, e a recém empossada presidente da Comissão de
Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Pará (OAB-PA), advogada
Juliana Fonteles, além de representantes do Sindicato dos Servidores Públicos
do Estado do Pará (SEPUB) e da defensoria pública.
Segundo Rodrigues, foram constatados vários
problemas estruturais que poderiam ser resolvidos e, assim, evitar esse tipo de
situação na casa penal. "Infelizmente são problemas antigos, não
resolvidos pro falta de investimento ou má-gestão de recursos. Faltam muros
para impedir o contato entre as penitenciárias, entre o CRPP III e a Colônia
Agrícola. Elas são tão próximas que nada impede a passagem de objetos, como
armas, de uma prisão para a a outra, e os presos da Colônia estão em regime
semi-aberto, ou seja, eles podem sair e voltar para a prisão e podem estar em
contato com detentos perigoso, até mesmo membros do crime organizado",
comenta o deputado, ao destacar que, após a morte dos presos, foram encontradas
duas pistolas .40 em uma das celas do presídio.

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