Os 16 detentos serão enviados para o presídio de segurança máxima em
Mossoró, no Rio Grande do Norte. Dez presos ainda estão desaparecidos após a
rebelião
O governo federal informou nesta terça-feira
que 16 líderes das facções criminosas que atuaram na rebelião
do último domingo na penitenciária de Boa Vista serão enviados para o presídio federal de Mossoró, no
Rio Grande do Norte. A situação penitenciária ainda é instável. Após a
rebelião, que deixou pelo menos dez mortos, uma nova contagem apontou que dez
detentos ainda estavam desaparecidos – partes de corpos ainda eram retiradas do
local, onde houve mutilações e decapitações durante a rebelião. Todos os mortos
seriam do Comando Vermelho, que dominava 10% do presídio. As execuções teriam
sido ordenadas pelo PCC.
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciou a
liberação de 2,2 milhões de reais para o sistema prisional e o envio de homens
do Departamento Penitenciário Nacional. O Estado ainda pediu a construção de
mais um presídio em Boa Vista. Já o Ministério Público de Roraima solicitou à
Procuradoria-Geral da República que o governo federal intervenha no sistema.
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Já em Porto Velho, os atritos entre PCC e CV
resultaram em oito mortes e na destruição de todo um pavilhão da Penitenciária
Estadual Ênio dos Santos Pinheiro. Os 250 presos que lá se encontravam foram
transferidos nesta terça-feira para outras unidades – Urso Branco e Urso
Pimpão, presídio inaugurado na semana passada. Parte ainda é mantida no
Pavilhão A do próprio Ênio Pinheiro.
(Com
Estadão Conteúdo)

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