A
Rota do Oeste se juntou a outras cinco concessionárias para pedir ao governo
federal uma revisão nos contratos de concessão de rodovias, entre elas, a
BR-163. Em nota encaminhada ao Só Notícias, a Associação Brasileira de Concessões
de Rodovias (ABCR), da qual a Rota faz parte, reclama dos efeitos da crise
econômica e cita “impactos imprevisíveis” para o projeto de concessões,
pós-2013. “Foi provocado, em grande parte, pela gestão das contas públicas nos
últimos anos, agravadas pelas modificações das condições e prazos de
financiamento que foram definidos durante os processos licitatórios”.
A
ACBR também culpa “a política de preços controlados pelo governo” pelo “aumento
de custos” dos insumos, como o asfalto, por exemplo, além de atrasos e
parcelamento da liberação das licenças ambientais, o que estaria gerando um
reflexo na produtividade e preço das obras. “Devido ao tamanho do impacto,
existe a expectativa de que o setor converse com o governo para, conjuntamente,
assegurar a continuidade do programa, que pode ficar profundamente prejudicado
se um amplo processo de diálogo não for estabelecido”.
Segundo
a associação, estão previstos investimentos de R$ 49 bilhões e geração de 365
mil empregos diretos nos próximos cinco anos, nas seis rodovias federais (além
de Mato Grosso, em Minas Gerais e Espírito Santo). Do montante investido, cerca
de R$ 6,3 bilhões seriam responsabilidade da Rota do Oeste, que já aplicou mais
de R$ 1,4 bilhão nas obras de duplicação de 117 quilômetros da BR-163. Ainda
faltam ser duplicados cerca de 450 quilômetros da rodovia.
Só
Notícias entrou em contato com o setor de comunicação da Rota do Oeste, que
explicou que, por estar compondo o grupo das seis concessionárias, subscreve a
nota elaborada pela ACBR. A Rota adiantou ainda que, até o momento, mantém o
“estrito cumprimento de suas obrigações contratuais e, apesar das dificuldades
apresentadas, continua realizando obras na BR-163”. A concessionária descartou
ainda qualquer aumento de tarifa nas nove praças de pedágio instaladas na
rodovia federal.
Fonte: Só Notícias/Herbert de Souza (foto: arquivo jornal folha do progresso)
Fonte: Só Notícias/Herbert de Souza (foto: arquivo jornal folha do progresso)

Comentários