Um relato da situação foi transmitido para o presidente do
Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), José Fernando Gomes
Júnior, pelo gerente de relações institucionais da Colossus, Armando
Pingarilho. Ele disse que os representantes do grupo propuseram a paralisação
das atividades da mina até que o Poder Judiciário venha a determinar claramente
qual grupo irá permanecer na diretoria da Coomigasp.
Em difícil negociação, foi explicado que o sistema de geração de
energia e bombeamento não poderia, em nenhuma hipótese, ter interrompida a sua
operação, situação que poderia até mesmo provocar o desmoronamento do túnel de
acesso à mina. Ao final das conversações, o grupo permitiu a troca de turno de
40 homens para manutenção das atividades de preservação mínima da estrutura
física.
Os próprios “visitantes”, porém, já deixaram claro que isso é só
o começo. Na conversa que tiveram ontem com a direção da empresa, eles
informaram que há pelo menos vinte ônibus a caminho do local. O clima de
conflito causado pelos manifestantes cria um ambiente hostil para os
trabalhadores e causa insegurança aos moradores da vila.
IMAGEM
O presidente do Simineral informou, com base em informações
recebidas de Curionópolis, que situações de conflito, como as que voltam a
ocorrer agora, sempre causados por litígios entre os diversos grupos de
garimpeiros que disputam o poder na Coomigasp, fragilizou enormemente, no
mercado financeiro internacional, a imagem do modelo de parceria adotado no
antigo garimpo.
“A falta de credibilidade do mercado no modelo de negócio dificulta
e inviabiliza a captação de recursos financeiros para investimentos no projeto
em Serra Pelada”, afirmou ontem à noite José Fernando Gomes Júnior. Ele
defendeu também a interveniência urgente do poder público, em suas três esferas
de poder, para permitir a retomada das atividades no projeto. “É preciso que se
garanta um ambiente pacífico para os trabalhadores e a comunidade local”,
acrescentou
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