Caminhões retidos no posto fiscal na divisa de Mato Grosso com Mato Grosso do Sul. Para transportar a carga, o imposto sobre circulação de mercadorias precisa ser deduzido. Esses motoristas só poderão seguir viagem com o imposto pago. No nosso caso, o imposto foi pago e o carimbo emitido. Podemos seguir viagem.
Segundo dia
Sem descanso
ter, 16/04/13
por Glauco Araújo |
categoria estradas, Perrengues
A situação ruim do trecho da BR-163, que liga
Sinop (MT) a Novo Progresso (PA), fez com que o motorista Valcir Alves
de Souza, o Biro-Biro, não conseguisse fazer o trajeto de acordo com a
Lei 12.619, que prevê, entre outras coisas, tempo de descanso de 30
minutos a cada quatro horas ao volante e turno diário de 11 horas de
trabalho. Ele e eu saímos de Sinop (MT) às 7h desta segunda-feira (15) e
pretendíamos concluir a viagem em Novo Progresso (PA), por volta das
17h do mesmo dia. Mas a viagem só foi concluída às 23h.
O motivo foi que começou a chover na região da Vila Isol, em Novo Progresso, que fica no km 1.000 da BR-163. Há no local um trecho da rodovia bem ruim, repleto de lama, pedras e que sob chuva torna impossível a circulação de caminhões pela “pista”. Em alguns pontos, a rodovia parecia ter solo lunar por causa dos buracos. Biro-Biro, que fez o trajeto sozinho na semana passada, disse ter ouvido outros motoristas que relataram terem ficado parados por uma semana na pista de “lama”. Para evitar que ficássemos presos no mesmo ponto, Biro-Biro, então, decidiu esticar a jornada ao volante para não atolarmos na lama. De qualquer forma, Biro-Biro fez três paradas de descanso durante a jornada de 16 horas ao volante e ainda uma pausa para o almoço.

O motivo foi que começou a chover na região da Vila Isol, em Novo Progresso, que fica no km 1.000 da BR-163. Há no local um trecho da rodovia bem ruim, repleto de lama, pedras e que sob chuva torna impossível a circulação de caminhões pela “pista”. Em alguns pontos, a rodovia parecia ter solo lunar por causa dos buracos. Biro-Biro, que fez o trajeto sozinho na semana passada, disse ter ouvido outros motoristas que relataram terem ficado parados por uma semana na pista de “lama”. Para evitar que ficássemos presos no mesmo ponto, Biro-Biro, então, decidiu esticar a jornada ao volante para não atolarmos na lama. De qualquer forma, Biro-Biro fez três paradas de descanso durante a jornada de 16 horas ao volante e ainda uma pausa para o almoço.
Dois dias no sufoco
O motorista Reginaldo Soares de Souza, 29 anos,
está desde domingo (14) esperando por socorro. O caminhão que ele
dirigia quebrou no trecho de terra da BR-163, em Castelo dos Sonhos
(Distrito de Altamira, PA). Uma peça do motor se partiu e ele só
conseguiu chamar ajuda quando um outro caminhoneiro parou para oferecer
uma carona até um posto de combustível. Carregado com cerca de 30 mil
toneladas de milho, Souza encarou a BR-163 rumo ao porto de Santarém
(PA) pela primeira vez. Apesar de não ter tido sorte de principiante,
ele garante que pretende voltar a transportar outras cargas pela
rodovia. Dormindo na boleia desde domingo, à espera de ajuda, ele está
otimista que tenham se lembrado de trazer o guincho para tirar o
caminhão da pista nesta terça-feira (16) e uma equipe grande para ajudar
a passar a carga das duas carretas dele para as de outro caminhão. Caso
isso não ocorra, ele terá de fazer a transferência dos grãos de milho
na base do balde mesmo.


Da lama ao buraco
Em Guarantã do Norte (MT), a situação do
asfalto na maior parte da rodovia BR-163 não é diferente da que os
motoristas encontram em Peixoto Azevedo (MT) e Matupá (MT). A diferença é
que neste ponto da viagem, a estrada deixa de ter asfalto e passa a ser
de terra. Quando chove, a situação fica ainda pior, pois a lama
dificulta a estabilidade dos caminhões, que circulam com milhares de
toneladas de carga de grãos pelo local. E quando a rodovia tem asfalto,
ele é repleto de crateras que tomam uma das pistas por inteiro.


O trecho da rodovia BR-163 está repleto de
buracos. Os motoristas que já vinham desviando do asfalto derretido em
Peixoto Azevedo (MT) agora precisam ficar atentos aos buracos, muitas
vezes cheio de água da chuva. Quem ficar desatento pode perder uma roda,
um pneu ou até mesmo protagonizar um acidente grave, pois em alguns
pontos o asfalto parece ser novo e isso provoca uma falsa sensação de
segurança em trafegar por uma rodovia bem asafaltada, o que não é o caso
no trecho. São vários os pontos em que a manutenção é necessária de
imediato. O acostamento acaba virando, muitas vezes, a pista de rolagem
mais segura.

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