O Caminho da Soja do Mato Grosso ao pará e são Paulo


Caminhões retidos no posto fiscal na divisa de Mato Grosso com Mato Grosso do Sul. Para transportar a carga, o imposto sobre circulação de mercadorias precisa ser deduzido. Esses motoristas só poderão seguir viagem com o imposto pago. No nosso caso, o imposto foi pago e o carimbo emitido. Podemos seguir viagem.

Avião na plantação


ter, 16/04/13
por Dhiego Maia |
Pela janela do caminhão avistamos um avião fazendo a pulverização em uma lavoura de milho às margens da rodovia BR-163. Estamos próximo da divisa de Mato Grosso com Mato Grosso do Sul no segundo dia de viagem rumo ao porto de Santos (SP).

Fé


ter, 16/04/13
por Dhiego Maia |
Antes de partir para o segundo dia na estrada rumo ao porto de Santos (SP), o caminhoneiro Adalgirio Scheibler segue um ritual. Ele reza e lê um versículo da bíblia pedindo proteção.
Estamos na rodovia BR-163 em Rondonópolis em direção a Mato Grosso do Sul.

Segundo dia


Bom dia! O G1 já está na estrada. Estamos em Rondonópolis, a 218 quilômetros de Cuiabá. Hoje vamos deixar Mato Grosso e seguir pelo estado de Mato Grosso do Sul. No primeiro dia nós percorremos 658 quilômetros em 12 horas de viagem respeitando as paradas obrigatórias da lei do descanso. Rondonópolis amanheceu com sol forte. Faz 24ºC neste momento.

Sem descanso


ter, 16/04/13
por Glauco Araújo |
categoria estradas, Perrengues
A situação ruim do trecho da BR-163, que liga Sinop (MT) a Novo Progresso (PA), fez com que o motorista Valcir Alves de Souza, o Biro-Biro, não conseguisse fazer o trajeto de acordo com a Lei 12.619, que prevê, entre outras coisas, tempo de descanso de 30 minutos a cada quatro horas ao volante e turno diário de 11 horas de trabalho. Ele e eu saímos de Sinop (MT) às 7h desta segunda-feira (15) e pretendíamos concluir a viagem em Novo Progresso (PA), por volta das 17h do mesmo dia. Mas a viagem só foi concluída às 23h.
O motivo foi que começou a chover na região da Vila Isol, em Novo Progresso, que fica no km 1.000 da BR-163. Há no local um trecho da rodovia bem ruim, repleto de lama, pedras e que sob chuva torna impossível a circulação de caminhões pela “pista”. Em alguns pontos, a rodovia parecia ter solo lunar por causa dos buracos. Biro-Biro, que fez o trajeto sozinho na semana passada, disse ter ouvido outros motoristas que relataram terem ficado parados por uma semana na pista de “lama”. Para evitar que ficássemos presos no mesmo ponto, Biro-Biro, então, decidiu esticar a jornada ao volante para não atolarmos na lama. De qualquer forma, Biro-Biro fez três paradas de descanso durante a jornada de 16 horas ao volante e ainda uma pausa para o almoço.



Quilometragem total, dia 1


ter, 16/04/13
por Gustavo Miller |
categoria Infográfico
Veja o caminho percorrido pelos dois repórteres do G1 no primeiro dia de viagem.

Dois dias no sufoco


O motorista Reginaldo Soares de Souza, 29 anos, está desde domingo (14) esperando por socorro. O caminhão que ele dirigia quebrou no trecho de terra da BR-163, em Castelo dos Sonhos (Distrito de Altamira, PA). Uma peça do motor se partiu e ele só conseguiu chamar ajuda quando um outro caminhoneiro parou para oferecer uma carona até um posto de combustível. Carregado com cerca de 30 mil toneladas de milho, Souza encarou a BR-163 rumo ao porto de Santarém (PA) pela primeira vez. Apesar de não ter tido sorte de principiante, ele garante que pretende voltar a transportar outras cargas pela rodovia. Dormindo na boleia desde domingo, à espera de ajuda, ele está otimista que tenham se lembrado de trazer o guincho para tirar o caminhão da pista nesta terça-feira (16) e uma equipe grande para ajudar a passar a carga das duas carretas dele para as de outro caminhão. Caso isso não ocorra, ele terá de fazer a transferência dos grãos de milho na base do balde mesmo.
Reginaldo Soares com caminhão quebrado
Caminhão quebrado de Reginaldo Soares

Da lama ao buraco


Em Guarantã do Norte (MT), a situação do asfalto na maior parte da rodovia BR-163 não é diferente da que os motoristas encontram em Peixoto Azevedo (MT) e Matupá (MT). A diferença é que neste ponto da viagem, a estrada deixa de ter asfalto e passa a ser de terra. Quando chove, a situação fica ainda pior, pois a lama dificulta a estabilidade dos caminhões, que circulam com milhares de toneladas de carga de grãos pelo local. E quando a rodovia tem asfalto, ele é repleto de crateras que tomam uma das pistas por inteiro.
Asfalto em Guarantã do Norte (MT)
Asfalto em Guarantã do Norte (MT)

O trecho da rodovia BR-163 está repleto de buracos. Os motoristas que já vinham desviando do asfalto derretido em Peixoto Azevedo (MT) agora precisam ficar atentos aos buracos, muitas vezes cheio de água da chuva. Quem ficar desatento pode perder uma roda, um pneu ou até mesmo protagonizar um acidente grave, pois em alguns pontos o asfalto parece ser novo e isso provoca uma falsa sensação de segurança em trafegar por uma rodovia bem asafaltada, o que não é o caso no trecho. São vários os pontos em que a manutenção é necessária de imediato. O acostamento acaba virando, muitas vezes, a pista de rolagem mais segura.
Afalto em Matupá (MT)

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