Mais de 112 mil passageiros saíram de Manaus com destino aos EUA e Panamá

Destinos são Suriname, Estados Unidos e Panamá. Foto: Izinha Toscano/ Portal Amazônia.

Segundo a Amazonastur, além das rotas internacionais, Manaus tem ainda voos diretos para outros dez destinos.

Destinos são Suriname, Estados Unidos e Panamá. Foto: Izinha Toscano/Portal AmazôniaMANAUS – Manaus e Belém são as únicas capitais do Norte do País que têm voos diretos para o exterior. Enquanto a capital paraense tem trechos sem escalas para Paramaribo, no Suriname, Manaus tem ligação aérea e sem escalas com Miami (Estados Unidos) e Cidade do Panamá (Panamá), segundo informações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
Mesmo com a escassez de opções de destino, dados da Infraero apontam que, em 2012, mais de 112 mil passageiros embarcaram pelo Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, para Estados Unidos e Panamá. Na estatística estão inclusas também passageiros de outras regiões que optaram por Manaus como escala para estes destinos. Ainda no ano passado, 60 mil pessoas desembarcaram de voos internacionais em Manaus.
Viajar para o exterior pode ser mais barato do que voar para algumas cidades amazonenses. Pela companhia aérea Trip/Azul o valor chega até R$ 1,5 mil para cidades como Lábrea, Tefé e São Gabriel da Cachoeira.
Conhecer outros países também pode ser mais barato que viajar para capitais brasileiras, partindo de Manaus, como disse a agente de viagens Paula Karine, da empresa Paradise Turismo.  ”Passagens de ida e volta para Natal, Porto Alegre ou Recife podem custar até R$ 1,5 mil, enquanto ida e volta para Miami é em torno de R$ 1 mil”, afirmou Paula.
Segundo a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), além das rotas internacionais, Manaus tem ainda voos diretos para outros dez destinos. No Norte, é possível viajar diretamente para Belém, Porto Velho e Boa Vista. As outras rotas incluem Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza e Cuiabá.

A procura por destinos internacionais tem aumentado, segundo a agente de viagens. “Em épocas de baixa temporada e com a cotação do dólar em queda, é possível ir e voltar da Cidade do Panamá R$ 700″, disse Paula. “Os preços caem de acordo com a época do ano e com a cotação do dólar”, justificou.
A professora Cristiane Oliveira é uma das adeptas dos voos internacionais. Nos últimos três anos, a professora foi a Miami quatro vezes, sempre atraída pelo baixo custo e oportunidade de conhecer outro país. “Vou sempre que posso. Comparando com outros destinos, ir para o exterior é mais em conta”, contou.
O preço tem favorecido a procura por passagens e pacotes de viagem. Em pacotes, é possível garantir hotel, seguro viagem, aluguel de carro e ainda excursão, como informaram as agências de viagens consultadas pela reportagem. Em alta temporada – de dezembro a fevereiro, além de junho e julho -, o preço de passagens aéreas para Miami e Cidade do Panamá podem chegar a R$ 5 mil.
Perfil
O perfil de quem viaja para os destinos internacionais que saem de Manaus é variado. De acordo com a agente de viagens Lisandra Silva, da CVC Viagens, há uma frequência de pessoas que viajam para fazer compras. “Cerca de 50% das pessoas que nos procuram para ir a Miami querem comprar”, afirmou. Com objetivo de economizar, a procura cresce na baixa temporada – de março a maio e de agosto a novembro. Já os interessados na Cidade do Panamá buscam as praias da América Central. “Quando o destino final são países da América Central, os passageiros optam por utilizar a Cidade do Panamá para conexões e vão para fazer turismo”, explicou.
Viajar para comprar em Miami é motivo que leva o estudante Rafael Moraes a visitar o exterior, nos últimos seis anos. Adepto das viagens em meses de baixa temporada, o estudante  costuma aproveitar o preço baixo das passagens para gastar mais dinheiro com eletrônicos, roupas e cosméticos. Ele relatou que é  possível conseguir descontos  em diárias, excursões e até mesmo nas compras. “A vantagem de viajar fora de época (fora de alta temporada) é que tudo fica com preço promocional, já que há uma queda no fluxo de turistas. Assim sobra mais dinheiro para comprar”.
Fonte: Portal Amazônia

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