ZFM está sob ameaça do Sul e Sudeste
Os
Estados do Sul e do Sudeste se articulam para promover mudanças nos
projetos que o governo enviou à Câmara e ao Senado para levar adiante a
unificação das alíquotas interestaduais de Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS). Foi o que informou nesta segunda-feira
(11), em seu site, o jornal Valor Econômico.
Uma
das reivindicações deles será quanto ao fato de que o Estado do
Amazonas, por conta da Zona Franca de Manaus, e o Mato Grosso, em função
do gás natural, receberam tratamento diferenciado por parte do Governo
Federal, visto que os dois estados manterão a alíquota de 12%, enquanto
os demais estados da federação ficarão com uma alíquota unificada em 4%,
no prazo de 12 anos.
Na Resolução
que trata desse assunto e que será apreciada pelo Senado, há dois tipos
de alíquota atualmente cobradas referente ao ICMS interestadual: 12% e
7%. Além disso, o governo enviou para essa Casa uma Medida Provisória
(nº 599, de 2012) que cria os fundos de compensação e de desenvolvimento
regional, e um projeto de lei complementar que altera o indexador das
dívidas de Estados e municípios com a União – hoje indexada pelo IGP-D, o
qual passará para o IPCA.
De acordo
com o secretário de Fazenda do Paraná, Luiz Carlos Hauly, há “toda uma
estratégia” para poder encaminhar o trâmite das propostas e tentar
proteger os interesses desses Estados. Segundo Hauly, a proposta
original do Ministério da Fazenda para a reforma do ICMS era boa, mas,
no fim, o governo parece ter cedido aos Estados de Norte, Nordeste e
Centro-Oeste e apresentou uma proposta com prazos e outros pontos
diferentes dos previamente discutidos no Confaz.
Segundo
o senador Delcídio Amaral (PT-MS), relator na Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) do projeto de resolução unificando o ICMS, o governo
gostaria que o “pacote todo” de questões federativas que estão em
tramitação - reforma do ICMS, negociação das dívidas e FPE - fosse
aprovado até o fim do primeiro semestre. O líder do governo no Senado,
Eduardo Braga (PMDB-AM), acredita numa negociação que envolva todas as
questões do pacto federativo. “Um diálogo federativo no conjunto não
pode ser evitado”, afirma.
Junto com a
discussão do fim da guerra fiscal, os governadores de todos os Estados
querem tratar de reduzir o limite de comprometimento da receita líquida
de 15% para 9%.
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