Aliados do PT reclamam de falta de cargos em São Paulo


Recebido com sorrisos e elogios nesta terça-feira pelos vereadores na primeira sessão legislativa do ano, o prefeito Fernando Haddad (PT) tem sido alvo de críticas da base e do próprio PT. Aliados reclamam que ele ainda não nomeou funcionários indicados por eles para cargos de confiança, como o de chefe de gabinete nas subprefeituras – que tem salário mensal de 17 300 reais. O presidente da Câmara, José Américo (PT), e o secretário de Relações Governamentais, João Antonio, enfrentam uma romaria de vereadores querendo “desabafar”.
Ciente da insatisfação, Haddad se comprometeu a manter o diálogo com os vereadores em busca de uma “legislação antenada” para a cidade. Ele pediu atenção especial para aprovação de projetos que redefinam o uso do solo, a partir do novo plano diretor. Assim que saiu da Câmara, virou foco das lamentações.
“Como o prefeito quer pedir nosso empenho se nem chefes de gabinete ele nomeou?”, questionou um petista a um dos assessores de Haddad. A insatisfação virou motivo de ironias da oposição. “É realmente preocupante deixar subprefeituras sem chefe de gabinete”, disse Andrea Matarazzo (PSDB). O motivo do atraso é o veto de Haddad a alguns nomes, muitos sem ligação com o bairro da subprefeitura. “Além de ser ficha limpa e ter histórico como liderança, Haddad quer alguém da região. Isso tem inviabilizado nomes”, disse um assessor.
(Com Estadão Conteúdo)

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