O veto do governador me deixou com "cara de bunda", disse Riva

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Jacques Gosch

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Deputado estadual José Riva
   O veto integral do governador Silval Barbosa (PMDB) a lei que cria o programa de Assistência à Saúde do Servidor Público, encaminhada à Assembleia Legislativa pelo próprio Executivo, deixou o deputado José Riva (PSD) em “maus lençóis”. O parlamentar afirma que era contra a matéria porque defende a recuperação do MT Saúde, mas articulou sua aprovação para atender ao apelo do governo do Estado. “A mensagem do Executivo encontrava bastante resistência na Assembléia. Eu também fui contra, mas acabei cedendo a pedido do Silval. Convenci os deputados da importância de aprovar e o texto foi aprovado. O veto do governador me deixou com cara de bunda”, lamenta.    Riva e o relator da CPI do MT Saúde Emanuel Pinheiro cogitam a possibilidade de derrubar o veto em fevereiro, quando acaba o recesso parlamentar. Antes de iniciar as articulações, no entanto, pretendem buscar uma saída política junto ao Executivo. Por isso, na sexta (25), o deputado se reúne com o secretário da Administração Francisco Faiad (PMDB) que recebeu de Silval a missão de recuperar o MT Saúde. O deputado quer informações sobre as ações efetivas para revitalizar o plano de saúde do funcionalismo público de Mato Grosso. “Defendo que o MT Saúde é uma conquista dos servidores e não pode terminar. A situação chegou nesse ponto por culpa do governo, dos atrasos no pagamento dos prestadores de serviço e da má gestão. Os usuários foram saindo e o plano perdeu a credibilidade. Quero saber o que efetivamente está sendo feito para recuperá-lo”, garante.
   De acordo com Riva, o governador vetou na integra porque não concordou com as emendas acrescentadas pelos parlamentares. Pela proposta inicial, teriam direito ao beneficio os servidores que estejam na atividade ou aposentados, titulares de cargo efetivo, os estabilizados constitucionalmente e os militares. O valor do auxílio seria escalonado por remuneração e faixa etária, calculado tendo como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC.
  
Para o MT Saúde não ser prejudicado, Emanuel Pinheiro propôs por meio de emenda quem deveria gerir o programa de Assistência à Saúde seria o MT Saúde. A sugestão foi criticada por Silval na justificativa de veto publicada no Diário Oficial. O governador sustenta que o servidor não pode ser incluído nos dois programas, mas o artigo 1º do texto aprovado afirma que a Assistência fica sob responsabilidade do MT Saúde.    Segundo Pinheiro, o governador não conversou com os parlamentares para entender as mudanças antes de vetar a lei. O relator da CPI explica que não é porque a Assistência será gerida pelo MT Saúde que o servidor poderá fazer parte dos dois programas. “A emenda foi apenas uma forma de fazer com que o MT Saúde fosse fortalecido e o servidor tivesse duas opções para usufruir do benefício por meio do programa de Assistência, que prevê o repasse de dinheiro ao servidor podendo gastar com Unimed, Sul América e Amil; ou continuar com o MT Saúde, que tem convênio com hospitais e consultórios”, concluiu o deputado.

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