Com Dilma em férias, ministros esticam feriado em Brasília

Esplanada dos Ministérios em Brasília
Esplanada dos Ministérios em Brasília (Orlando Brito)

Apenas 14 dos 38 ministros tiveram compromissos oficiais nesta semana. A maioria tirou férias - oficiais ou informais - na ausência de Dilma e Temer

Dos 38 ministros que integram a equipe da presidente Dilma Rousseff, apenas 14 trabalharam nos primeiros dias de 2013. E a maioria realizou apenas "despachos internos", uma definição genérica que pode significar até que nenhum despacho foi realizado. Trabalho, mesmo, só em casos emergenciais, como é o caso do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que está tratando dos problemas causados pela chuva na região Sudeste. 

Diferentemente dos poderes Legislativo e Judiciário, que gozam de recesso fixo do fim de dezembro até o começo de fevereiro, o Executivo não tem férias coletivas. Como qualquer servidor público, os ministros devem anunciar no Diário Oficial da União (DOU) o período em que ficarão afastados. Assim o fizeram, por exemplo, Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Marco Antônio Raupp (Ciência e Tecnologia), que entraram de férias. Outros, como Marta Suplicy (Cultura) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades), que tomaram posse há menos de um ano, aproveitaram que a presidente Dilma Rousseff passa férias na Bahia e transformaram o feriado de um dia em uma semana de recesso - e, claro, não sofrerão qualquer abatimento no salário do próximo mês.   

O fato de quase dois terços dos ministros não estar no poder não significa que os ministérios estejam abandonados.  Na ausência do titular, a cadeira imediatamente passa a ser comandada por ministros interinos ou secretários-executivos. Muitos não realizam grandes tarefas e se dedicam apenas aos tais despachos internos. Outros têm tido mais trabalho: Tatiana Lacerda Prazeres, substituta de Fernando Pimentel no ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, anunciou o balanço anual das exportações brasileiras.    

Temer - Até mesmo a agenda da Presidência está parada. Enquanto Dilma está na Bahia, provavelmente até a próxima semana, o vice-presidente Michel Temer não ocupou o Palácio do Planalto. Desde antes do Natal ele está em São Paulo, e o último compromisso oficial aconteceu em 19 de dezembro.
Praticamente no comando do governo, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, já no primeiro dia útil do ano, teve reuniões pela manhã e pela tarde para tratar de portos e dos danos causados pelas chuvas. Os dois dias seguintes foram igualmente movimentados. Na prática, Gleisi é a chefe do governo no momento.
Em 24 de dezembro, antes de embarcar para o litoral, aliás, a presidente se reuniu com Gleisi e representantes da área econômica para tratar do salário mínimo de 2013 e a isenção de impostos sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A partir do dia 28, Dilma deixou o Planalto sob o comando da ministra da Casa Civil.
Além de Gleisi, estão trabalhando nesta semana Alexandre Tombini, do Banco Central; Luís Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União; Mendes Ribeiro Filho, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Guido Mantega, da Fazenda; Fernando Bezerra, da Integração Nacional; José Eduardo Cardozo, da Justiça; Antonio Patriota, das Relações Exteriores; Edison Lobão, de Minas e Energia; Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; Brizola Neto, do Trabalho; Wagner Bittencourt, da Secretaria de Aviação Civil; Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

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