A face mais inteligente, mais clara e mais bela da oposição venezuelana. Ou: a ditadura de Chávez, apoiada pelo governo Dilma e por Lula, no detalhe
Há muitos
diagnósticos por aí sobre a ditadura venezuelana, mas creio que poucas
pessoas foram tão claras e objetivas ao sintetizar os pilares em que se
sustenta a ditadura chavista. No dia 6 de novembro, a Venezuela realiza
eleições presidenciais. Pela primeira vez, um candidato da oposição tem
chances reais de vitória. Em muitas pesquisas, Henrique Capriles, o nome
da oposição, aparece na frente. Por isso mesmo, o chavismo vive a sua
fase mais virulenta e mais violenta, e já se deita sobre o processo a
sombra da possível fraude.
O
depoimento de Corina é importante para destacar que, mesmo dentro das
regras do jogo, a eleição não ocorre numa ambiente democrático. Segue o
vídeo. Na sequência, faço uma síntese da brilhante intervenção da
parlamentar. E não se esqueçam: foi esse delinquente que Dilma resolveu
levar para o Mercosul, desprezando o tratado de fundação do grupo e as
regras internacionais.
Voltei
Abaixo, a radiografia do poder chavista, segundo Corina:
1) Eleição para destruir o estado de direito – A deputada deixa claro que as eleições, na Venezuela, são um instrumento para solapar o próprio estado de direito. Usam-se as urnas para destruir as regras da convivência democrática e legitimar a violência. Corina lembra que, na era chavista, houve nada menos de 19 eleições, e as liberdades individuais e os direitos democráticos foram sendo continuamente solapados.
Abaixo, a radiografia do poder chavista, segundo Corina:
1) Eleição para destruir o estado de direito – A deputada deixa claro que as eleições, na Venezuela, são um instrumento para solapar o próprio estado de direito. Usam-se as urnas para destruir as regras da convivência democrática e legitimar a violência. Corina lembra que, na era chavista, houve nada menos de 19 eleições, e as liberdades individuais e os direitos democráticos foram sendo continuamente solapados.
2) Uso do crime organizado pelo estado – O
próprio estado estimula a formação de milícias e de grupos criminosos.
Há nada menos de 12 mil deles operando na Venezuela, em conluio com
homens do estado. A deputada denuncia que colegas seus da Assembleia
Nacional são ligados a essas quadrilhas. A Venezuela é hoje um dos
países mais violentos do mundo. Em 1999, quando Chávez chegou ao poder,
havia 4 mil homicídios por ano; em 2011, ocorreram mais de 20 mil. O
país tem 29 milhões de habitantes. Isso significa 69 mortos por 100 mil
habitantes. Só para vocês terem uma ideia do que significa isso, basta
lembrar que, no Brasil, que já vive uma carnificina, há 26 mortos por
100 mil habitantes — quase um terço do que se mata no paraíso chavista,
apoiado por Lula e Dilma. Em Caracas, o número de mortos por 100 mil
passa de cem!!! Na cidade de São Paulo, é pouco superior a… 10!
3) Controle dos meios de comunicação – Corina
lembra que, à diferença das antigas ditaduras latino-americanas, o
modelo chavista não opera a simples censura, que também existe. Os
jornalistas independentes vivem sob um regime de terror. Há os veículos
que servem ao governo, sob o controle de Chávez. O ditador fica no ar de
quatro a cinco horas por dia.
4) Destruição sistemática da capacidade produtiva do país –
Em nome do socialismo do século 21, a capacidade produtiva do país foi
destruída. Depende basicamente do petróleo. E só. O governo expropriou
mais de 4 milhões de hectares DE TERRAS PRODUTIVAS em seu programa de
reforma agrária. Em nome do combate aos monopólios, as empresas privadas
se tornam meras repartições do poder público, quando não são
expropriadas.
5) Uso da globalização para consolidar a ditadura
– Corina lembra, com acerto, que os neoditadores costumam ser os
críticos mais ácidos da globalização e, ao mesmo tempo, seus maiores
beneficiários. Chávez usa a possibilidade de intercâmbio com outros
países para fortalecer seu regime. Cita o caso explícito dos pactos com
com o Irã e observa que causas até consideradas justas são
instrumentalizadas pelos autoritários — e a ecologia é uma delas. A
propósito: vocês já viram os grandes líderes da economia verde a
combater Chávez, o vermelho? Nunca!
Corina faz
uma brilhante síntese: essas novas ditaduras dão ao povo o direito de
votar, mas não o direito de eleger. E mostra como Chávez controlou o
sistema eleitoral do país. Três dados merecem destaque.
Servidores – quando o tirano chegou ao poder, havia 900 mil servidores federais; hoje, eles são mais de três milhões — num pais de 29 milhões (10,3%). Imaginem se o Brasil tivesse mais de 20 milhões só de servidores federais!!!
Eleitores fantasmas – Em dez anos, a população venezuelana cresceu 14%, mas os registros eleitorais cresceram 58%;
Controle pelo medo – Em 2004, a oposição conseguiu o número de assinaturas necessário para que se fizesse uma consulta popular para saber se o mandato de Chávez podia ou não ser revogado. A consulta ocorreu em agosto de 2004. Ele tinha só mais dois anos e meio de mandato, e 58,25% decidiram que ele poderia ficar até o fim. Sabem o que fez o tirano? Obrigou que a lista dos venezuelanos que apoiaram a consulta fosse tornada pública. Seus signatários foram implacavelmente perseguidos, perderam seus respectivos empregos públicos, foram impedidos de fazer negócios etc.
Servidores – quando o tirano chegou ao poder, havia 900 mil servidores federais; hoje, eles são mais de três milhões — num pais de 29 milhões (10,3%). Imaginem se o Brasil tivesse mais de 20 milhões só de servidores federais!!!
Eleitores fantasmas – Em dez anos, a população venezuelana cresceu 14%, mas os registros eleitorais cresceram 58%;
Controle pelo medo – Em 2004, a oposição conseguiu o número de assinaturas necessário para que se fizesse uma consulta popular para saber se o mandato de Chávez podia ou não ser revogado. A consulta ocorreu em agosto de 2004. Ele tinha só mais dois anos e meio de mandato, e 58,25% decidiram que ele poderia ficar até o fim. Sabem o que fez o tirano? Obrigou que a lista dos venezuelanos que apoiaram a consulta fosse tornada pública. Seus signatários foram implacavelmente perseguidos, perderam seus respectivos empregos públicos, foram impedidos de fazer negócios etc.
É esse o
governo que Dilma Rousseff decidiu receber de braços abertos no
Mercosul. O marqueteiro do tirano é João Santana, que cuidou da
reeleição de Lula, da eleição de Dilma e que faz agora a campanha de
Fernando Haddad. O Babalorixá de Banânia gravou um vídeo para o Foro de
São Paulo apoiando, claro!, a reeleição do ditador. Já que vocês viram a
cara mais bela da democracia, contrastem com a carranca em defesa da
tirania.

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