Ao consumidor, alta deve ser de 4%. Novo preço entrará em vigor na próxima segunda-feira
Consumidor sentirá, desta vez, no bolso no aumento dos combustíveis
(Tiago Queiroz/AE)
Desta vez, contudo, a companhia estima que a decisão implicará um aumento aproximado de 4% no preço do diesel ao consumidor, já considerando os custos do biodiesel (que é misturado ao produto) e margens de distribuição e revenda. Em comunicado, a empresa também ressalta que o preço do combustível sobre o qual incide o reajuste anunciado não inclui os tributos federais PIS/Cofins e Cide, nem o tributo estadual ICMS.
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Defasagem – Segundo a estatal, o reajuste desta quinta-feira foi definido levando em consideração uma política que busca "alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo", diz a Petrobras.
Apesar dos dois reajustes consecutivos, o preço do diesel continua defasado em relação ao praticado nos Estados Unidos, de acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). A Petrobras tem reiterado, desde o final do mês passado, que buscaria a paridade de preços dos combustíveis entre os mercados doméstico e internacional.
A ideia é defendida por sua presidente, Graças Foster. Na avaliação dela, preços mais equilibrados são um ponto essencial para coibir perdas que teriam o poder de comprometer a capacidade de investimento da companhia. A área de abastecimento da Petrobras tem registrado prejuízos expressivos nos últimos trimestres.
Inflação – O grande obstáculo da estatal nos últimos anos para reajustar os preços dos combustíveis era imposto pelo Palácio do Planalto. O governo, como maior acionista da empresa, barrava tentativas de aumento pelo temor de provocar um surto inflacionário. Hoje, com a crise econômica brasileira já evidente e a inflação sob controle, Graça Foster ganha maior desenvoltura para uma política de preços mais ousada.
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