Em
mais uma “Marcha de Prefeitos”, capitaneada pelo eterno presidente da
Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, os prefeitos
do Brasil retornaram à Brasília ontem (15) com a mesma choradeira de
sempre, mas surgiu uma lágrima nova: a distribuição dos royalties do
petróleo.
Os prefeitos desejam receber ao menos
um talento dos resultados tributários que o governo obtém da exploração
petrolífera, hoje alcançada apenas pelos estados e municípios
produtores: o olho grande é sobre a produção do pré-sal.
> De ajuda financeira a retroescavadeira
A presidente Dilma deu o ar da sua graça aos prefeitos e passou quase uma hora emprestando o ouvido à eles.
Ouviu
de tudo: consternação por não poderem pagar o piso nacional dos
professores, pedidos de retroescavadeiras (que ela prometeu atender para
os municípios de até 50 mil habitantes) e resmungos de que irão ser
enquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal por não poderem executar o
orçamento sem déficit devido aos encargos que se rogam sobre os
municípios.
A relação dos prefeitos com a União
não mudou coisa alguma: desde o meu primeiro mandato de prefeito (1993)
os reclames são os mesmos.
> Indelicadeza e má educação
Ao
final do encontro com a presidente Dilma, os prefeitos a brindaram com
uma vaia quando ela respondeu que não mudará o regime de distribuição
dos royalties dos lotes já licitados: uma desnecessária demonstração de
indelicadeza e má educação.
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