Entenda o que vai mudar na rede social após a abertura de capital e saiba como comprar ações do site de Mark Zuckerberg mesmo morando no Brasil
Empresa começa a negociar ações na NASDAQ nesta sexta-feira (Keith Bedford/Reuters)
A operação é um marco para o setor de tecnologia e o terceiro maior IPO dos Estados Unidos, atrás da Visa, que arrecadou 19,7 bilhões de dólares, em 2008, e da General Motors, que captou 18,1 bilhões, em 2010, segundo ranking da Thomson Reuters.
A partir do momento que o Facebook entrar para a lista das empresas listadas pela Nasdaq – com o símbolo FB –, algumas mudanças internas devem ocorrer, ainda que a médio ou longo prazo. A injeção de capital dará mais fôlego à companhia, mas também exigirá mais transparência e cautela por parte de seus executivos. Segundo Fernando Belfort, analista sênior da consultoria de mercado Frost & Sullivan, Zuckerberg tem um perfil informal, ao passo que investidores procuram empreendedores previsíveis e que sigam protocolos. "Não à toa, todos os executivos da empresa tiveram assessoria sobre como lidar com a imprensa e com o mercado", explica.
As cobranças também serão maiores, afirma Arleu Anhalt, presidente da consultoria Financial Investor Relations, especializada em prestar serviços a companhias que estejam em processo de IPO. "Ao passar a ter milhares de acionistas, muitos com conhecimento avançado em investimentos, o Facebook terá de prezar pela transparência, terá de criar uma área de relacionamento com investidores, terá de prestar contas a cada três meses e também será obrigado a se reunir com acionistas para detalhar seus relatórios", diz. Uma rotina bem diferente a que está acostumado na condição de uma grande empresa com clima de startup.
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