Marqueteiros
políticos, colocai as barbas de molho: o “Grande Irmão” está preparado
para apertar o cerco nas “movimentações financeiras atípicas” de
marqueteiros e publicitários.
O Banco Central
concluiu uma nova rotina que captura 106 tipos de operações bancárias
que podem configurar indícios de crimes de lavagem de dinheiro. Até a
eleição de 2010 eram 43 rotinas.
> Investigações pretéritas da PF alimentam o programa
As novidades entram em vigor em 14 de maio e constam da Carta Circular 3.542 emitida pelo Banco Central em 12 de março.
As
rotinas foram elaboradas a partir de diversos cenários que a PF
investigou sobre lavagem de dinheiro e caixa dois em campanhas.
>Marcos Valério de Duda Mendonça: métodos estudados
A
maior contribuição à elaboração do programa foi o esquema do
publicitário Marcos Valério, acusado pela Procuradoria-Geral da
República de ter usado duas agências de publicidade para captar valores
não declarados para o PT e partidos da base aliada do governo Lula no
Congresso, o famoso Mensalão.
Duda Mendonça,
também réu no mensalão, deu a sua contribuição aos analistas do Banco
Central: confessou na CPI do Mensalão que recebeu, do PT, R$ 10,5
milhões, através de caixa 2, em uma conta secreta num paraíso fiscal,
como parte do pagamento da campanha para a eleição do ex-presidente
Lula.
> O tacão do Estado sobre o cidadão
Da
rápida leitura que fiz da Carta Circular 3.542, deixei-me concluir que
metade dos pontos ali elencados são inconstitucionais, pois remetem, sem
restrições, qualquer pessoa física ou jurídica à vala comum da
suspeição.
Mas fazer o quê? Até o sujeito
passivo da circular provar que tomada não é focinho de porco, os
advogados já fizerem muitas festas as suas custas.
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