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Wilson Golsalvés(Foto) foi preso acusado de ter sido o mandante do
assassinato do agricultor João Schupert Primo, o GAITA morto a tiros,
após denunciar madeireiros. O vice-prefeito já se encontra recolhido ao
presídio de Itaituba".
O
assassinato do agricultor João Schupert Primo, conhecido por “João da
Gaita”, morto a tiros em Miritituba, município de Itaituba, pode ter
sido esclarecido pela polícia que prendeu nesta sexta-feira, o
vice-prefeito de Rurópolis, Wilson Gonçalves, o Perna (PT), principal
acusado da execução do agricultor.
O vice-prefeito foi encaminhado direto para o presídio de Itaituba, aonde se encontra recolhido.
A
morte de GAITA teria sido provocada pelas denuncias de exploração de
madeireira ilegal na Resex Riozinho do Anfrísio e na Floresta Nacional
do Trairão, na qual o vice-prefeito tem uma grande área.
A prisão de Wilson se deu depois de uma investigação minuciosa feita pela justiça.
Antes
de ser executado, João da Gaita teria registrado na Delegacia de
Polícia de Itaituba um boletim de ocorrência em que denunciava estar
sofrendo ameaças de morte.
João
Schupert estava em frente à Tornearia Dois Irmãos, de sua propriedade,
quando chegaram dois homens perguntando se ele teria uma peça de
caminhão. A vítima entrou no depósito de peças e foi seguido pelo
assassino, que efetuou um tiro na cabeça de João. Em seguida foi
executado com vários tiros.
A
morte de João da Gaita ganhou repercussão e fez com que o Ministério
Público Federal pedisse à Polícia Federal entrasse no caso.
Além
de João da Gaita, mais duas pessoas que denunciara uma rota de retirada
ilegal de madeira da reserva estão no programa de proteção para
testemunhas.
João
Chupel Primo, de 55 anos, antes de ser executado também esteve junto
com outros homens, na sede do MPF em Altamira dando na época detalhes
sobre a exploração madeireira na Resex e na Floresta Nacional Trairão
Chupel
também já teria feito denuncia para a Polícia Federal em Santarém e
para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio),
responsável pela administração das Unidades de Conservação que estão
sendo invadidas por madeireiros.
Chupel
era uma liderança do Projeto de Assentamento Areia e, de acordo com sua
denuncia, os madeireiros vinham usando o assentamento como porta de
entrada para as matas ainda relativamente preservadas que fazem parte do
Mosaico de Conservação da Terra do Meio.
A
Coordenação Regional do Programa de Proteção à Vida da Secretaria de
Direitos Humanos (SEDH), no Pará, incluiu o extrativista Raimundo
Belmiro, entre os cidadãos a serem protegidos após a morte de João da
Gaita.
A
Comissão Pastoral da Terra (CPT), em Santarém (PA), informou que João
da Gaita denunciava a grilagem de terras e extração ilegal de madeira,
feitas por um consórcio criminoso. "Ele coordenava a comunidade católica
de Miritituba, em Itaituba. Ele registrou vários boletins de
ocorrência, sobre as ameaças que vinha sofrendo, tanto para a Polícia
Civil como para a Polícia Federal", disse Gilson Rêgo, coordenador da
CPT santarena.
Antes
de sua morte, João da Gaita assinou um documento com uma série de
denúncias sobre a grilagem de terras na região. Outro presidente de uma
associação do assentamento local, que também denunciou a grilagem de
terra e a extração ilegal de madeira, também está ameaçado de morte, e
já foi retirado da região. Além do mandante do crime, Wilson Gonçalves
também seria o comandante de uma rede de consócio que age na região para
assassinar agricultores que denunciam grilagem de terra.
Além de Wilson Gonçalves outros envolvidos na morte de João da Gaita podem ser preso a qualquer momento.
FONTE: BLOG DO XAROPE
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