Agora eles reclamam da violencia e pedem ajuda ao Governador e ele responde: Não e Não!

Violência: o centro de Belém virou periferia

Cena cada dia mais comum nas áreas centrais de Belém (Foto: MDutra, 17.12)

Nos últimos dias verifica-se uma enxurrada de assaltos com reféns, tiroteios na ilharga da Praça da República, coração da capital paraense, em São Braz, assalto a passageiros na fila do ônibus, nas ruas do comércio.

A cidade de Belém virou uma espécie de periferia geral, comprovando as estatísticas nacionais de uma das capitais mais violentas do Brasil.

Esta foto eu fiz ontem às 17h30 na Av. Serzedelo Correa, próximo à sofisticada rua Braz de Aguiar. Neste caso, eram apenas suspeitos. Poderiam ser apenas jovens deixando o trabalho.

Porém, quando a violência chega a estes níveis, basta ser jovem aí pelos seus 18/20 anos, ter a pele morena ou negra, calçar sandálias de borracha, para cair no rol dos suspeitos. Nunca vi uma batida assim contra jovens brancos e bem apessoados.

Certa vez o ex-governador Almir Gabriel, do PSDB, afirmou alto e bom tom que Belém não é a cidade violenta tal como desenhada nas estatísticas. Ele disse que aqui o que é elevado é a "percepção da violência". Como médico, o ex-governador deveria saber que, se há percepção de violência", ou seja, medo generalizado, é porque há razões para isso. Só um maníaco ou esquizofrênico pode sentir medo de algo que não existe e não ameaça.
Fonte: Manuel Dutra e Politica com pimenta malagueta

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