Escândalo no INSS: Fraude no benefício
Agência do INSS pode se tornar alvo de investigação federal
Um grande escândalo pode vir à tona a
qualquer momento, envolvendo ao Agência do INSS em Santarém. Segundo
denúncia feita à nossa reportagem, quem dá entrada no INSS para requerer
algum beneficio, recebe ou não aprovação da equipe técnica. Caso o
benefício não seja aprovado, a alternativa é dar posse da carta de
indeferimento a pessoa interessada, via justiça.
Como somente agora que está se ouvindo
mais frequentemente a possibilidade das pessoas requerem este benefício
via judicial, alguns têm a carta de indeferimento datada até de cinco
anos atrás. Quando a Justiça Federal determina que o INSS dê o beneficio
àquela pessoa, manda pagar também os atrasados, ou seja, desde o tempo
que a pessoa recebeu a tal carta de indeferimento.
A denúncia é que vários profissionais
estão ficando com esse dinheiro, inclusive tem gente do Sindicato dos
Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém envolvido no caso.
Segundo a denúncia, simplesmente os
profissionais informam a seus clientes, que geralmente são do interior e
não têm muita informação – que tem o referido direito, mas não informam
que eles têm direito a receber o atrasado e quando esses profissionais
recebem o montante, dizem que é do escritório. A Justiça determina o
beneficio e o valor a ser pago a partir da carta de indeferimento
Segundo uma fonte, o INSS fabrica
indeferimentos e alguém da carteira responsável direciona para certos
profissionais, bem como existe a conivência de uma pessoa do STTR.
Muitas pessoas que são beneficiadas têm
medo de denunciar, porque os tais profissionais ainda chantageiam de que
eles vão perder o beneficio.
Fatos – A “mutreta”
funciona mais ou menos assim: uma pessoa que esteja com o processo
indeferido pelo INSS, seja para qualquer beneficio, como aposentadoria,
salário maternidade, pensão por morte, auxilio doença, etc…, de posse da
carta de indeferimento essa pessoa pode entrar na Justiça para reaver o
direito. Então, ela vai a determinados escritórios da cidade e dá
entrada no processo via judicial. Só que determinados escritórios não
avisam que a pessoa tem direito ao acumulado, ou seja, quando a Justiça
Federal determina ao INSS, que pague àquela pessoa o determinado
beneficio, manda também pagar, desde a data que a pessoa recebeu a carta
de indeferimento, que pode ter até cinco anos…. e os desavisados,
pobres coitados do interior, não são avisados disso. Certos
profissionais considerados “gente graúda”, proprietários de escritórios
afamados na região, infelizmente estão ficando com o dinheiro dos
carentes. Um caso que deve ser investigado pela Polícia Civil e Polícia
Federal, que deve colocar os culpados na cadeia. Segundo foi apurado,
muita gente grande deve cair nas malhas finas da Lei.
Providências - A equipe
do jornal O impacto esteve na Procuradoria do INSS de Santarém, onde a
Dra. Marcela informou que existe uma norma da AGU – Advocacia Geral da
União que proíbe que membros da Procuradoria concedam entrevistas. “Não
podemos dar nenhuma informação sobre os processos”, afirmou.
Também nossa equipe esteve no Ministério
Público Federal para que recebêssemos um posicionamento sobre a
denúncia. Na ocasião, tivemos que protocolar um Requerimento, datado do
dia 06/09/2011 e recebido pelo servidor Elton Pires, quando informou que
em breve o Ministério Público Federal irá se posicionar sobre os fatos,
bem como a Polícia Federal deverá entrar em ação para investigar as
denúncias.
Fatos dessa natureza, que repercutem de
maneira negativa, estão fazendo com que determinados profissionais sujos
aqui de Santarém maculem a imagem de todos aqueles profissionais que
estão querendo trabalhar direito… e pelo Direito!!! Sabemos até que uma
pessoa de dentro do STTR (Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras
Rurais de Santarém) está no meio, encobrindo e recebendo o seu. Assim,
como o INSS parece que está fabricando indeferimentos a fole, e
direcionando os clientes para determinados escritórios, ou seja, aos
“profissionais”.
Cuidado, tem muita gente com telhado de vidro que pode se machucar, caso seja provado que está envolvido na falcatrua.
Fonte: Carlos Cruz e Ompacto
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