Parlamentares
fizeram nesta quinta-feira (4), no Congresso, o pré-lançamento das
frentes pró-divisão do estado do Pará para a criação dos estados de
Carajás e Tapajós. O objetivo é ampliar a divulgação do movimento de
separação. Outras duas frentes contra a divisão também devem ser criadas
em breve.
“O
projeto dos novos estados dispensa apoio financeiro do governo
federal”, garante o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), que é líder da
frente em favor de Carajás. Segundo ele, não constará no projeto a
obrigatoriedade da União em repassar recursos.
“O
estado de Carajás nascerá com a maior capacidade de investimento do
país no primeiro ano”, comenta Queiroz. O deputado afirma que o estado
terá um custeio de R$1,8 bilhão por ano para manutenção.
“É
a primeira vez na história que uma nova unidade federativa será criada
por meio de um plebiscito”, afirma o deputado Lira Maia (DEM-PA), líder
da frente a favor de Tapajós. Segundo Maia, o plebiscito será feito em
todo o estado do Pará, não apenas nas regiões que serão emancipadas.
O
plebiscito sobre a divisão do Pará ocorrerá no dia 11 de dezembro,
quando os eleitores do estado responderão se concordam ou não com a
criação dos dois novos estados. Nesta sexta-feira (5) o Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) discutirá em audiência pública as regras para o
plebiscito.
De
acordo com o deputado Lira Maia, a incorporação de novos recursos
transferidos aumentará a renda per capita do paraense em três vezes.
“Tapajós será o terceiro maior estado da federação”, afirma. Para ele, a
divisão do estado é o maior projeto de desenvolvimento que se discute
para o Pará.
A
representatividade política da região irá aumentar. Serão 30 deputados
federais, contra 17 da atualidade. Os senadores passarão de três para
nove. “Isso aumenta o poder político e favorece o aumento de
investimentos”, diz o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA). Para ele, o
resultado é que o governo do estado fica mais próximo da população.
Fonte: Farol do Tapajós
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